sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fontes-Grudarec, o que está errado? O motivo da polémica.

Fontes é uma junta de freguesia do concelho de Abrantes, situada junto a albufeira de Castelo de Bode, esta terra tem uma das mais fantásticas vistas sobre a albufeira de Castelo de Bode do concelho de Abrantes, se não mesmo das melhores vistas paisagísticas do Distrito de Santarém. Podendo ser um dos destinos turísticos mais cobiçados do concelho de Abrantes, Fontes não o é, pois não tem nada para oferecer á sua própria população quanto mais a turistas forasteiros.

O principal problema entre a população de Fontes é as suas ideias tão divergentes e o facto de cada um pensar que a sua ideia é a mais eficiente. Visto do ponto de vista político, esta divergência de ideias é importante na medida em que deve sempre haver soluções alternativas aos problemas existentes. Mas por outro lado a grande dificuldade é distinguir as boas ideias das ideias alternativas provocando certos conflitos entre a população e por consequência não se desenvolvendo nada nesta terra.

Outro problema observado é o medo da mudança, ou seja o medo de se falhar por motivos tanto financeiros como sociais. As pessoas têm medo de assumir responsabilidades com medo de represálias do povo, isto porque não existe apoio nem confiança entre a população. A população de Fontes prefere recorrer á critica num sentido de desmotivar as obras que se fazem na terra do que criticar de forma a criar ideias alternativas e fiáveis às ideias existentes. Mas por outro lado nesta terra também existe o problema de quem está a gerir projectos não o faça de uma forma eficiente, tem se como exemplo o da Grudarec.

Na Grudarec, em opinião de muitos, o modelo de gestão adoptado não é o mais eficiente, pois trata se de um modelo de centralização total, ou seja, não existe autoridade delegada porque toda a autoridade organizacional reside nos gestores de topo. Tendo assim como vantagens a uniformidade de políticas de acção, redução do risco de erro por parte dos de estatuto mais baixo, há uma melhor utilização das capacidades da gestão de topo e controlo apertado das operações. Mas por outro lado, isto irá provocar tomada de decisões e acções mais lentas, decisões pouco adoptadas á realidade, menor interesse por parte dos de estatuto mais baixo e os gestores de topo têm menos tempo para o estudo de objectivos gerais, planos e política da Grudarec.

Tendo em vista o último baile de 3 de Abril de 10, observou se inúmeras falhas, mas a mais flagrante foi a tentativa de controlo apertado por parte dos gestores de topo. Podendo adoptar sistemas de controlo mais eficientes e subtis, estes preferiam adoptar sistemas mais incómodos e desmotivadores para os voluntários. Este controlo demonstrou a grande falta de confiança existente entre os organizadores. A falta de confiança irá provocar um grande descontentamento e desmotivação de quem tenta ajudar a obra a ir para a frente, e tendo em conta que a Grudarec precisa de toda ajuda possível e que estes gestores de estatuto mais baixo estão como voluntários, ou seja, não recebem uma pensão financeira por ajudarem, parece que estão a tentar cortar as pernas á Grudarec, mandando praticamente estes voluntários e ajudas pela janela fora.
Outro problema visto é facto de estarem a recrutar para as posições de topo pessoas com um grau de escolaridade baixo e com pouca experiência em gestão de empresas. Esta condicionante pode provocar um maior espaço de manobra para burlas por parte dos que tem mais poder e inteligência dentro da organização, tendo em conta que estes de mais poder conseguiram afastar os gestores competentes para fora da organização, a hipótese de burla ganha cada vez mais força.

Para evitar isto, a Grudarec tem que adoptar um modelo de descentralização total, que consiste na autoridade delegada, pelo que o estatuto de gestor de topo desaparece e a maioria decide o que é melhor para a instituição. O que irá provocar tomada de decisões mais rápidas (não é necessário a consulta permanente do gestor de topo), decisões mais adaptadas á realidade e maior interesse e motivação por parte dos de estatuto mais baixo. Evitando erros passados, como reuniões secretas, conspirações para o afastamento de pessoal e ainda evita decisões que vaiam contra a maioria.

A Grudarec tem que recrutar pessoal com um grau elevado de escolaridade, com força de vontade para conseguir avançar com o projecto, e que tenha como objectivo principal o desenvolvimento da terra e não o objectivo de tirar partido da situação e obtendo estatutos políticos e financeiros às custas da Grudarec. Sendo assim constituído obrigatoriamente por pessoal jovem e pessoal mais velho, pois os jovens sabem sobre as necessidades actuais e a experiencia dos mais velhos é sempre um bem essencial. Portanto a importância da correlação das diferentes gerações tem que ser visto como uma boa oportunidade de se tirar a maior partido desse factor e não como um motivo de conflito.

Em conclusão, se os gestores da Grudarec pretendem que o projecto ande para a frente, terão que tomar medidas no sentido em conseguir mais apoios e boas relações ao invés de pensarem que conseguirão levar o projecto para frente contra tudo e todos. Terão que recrutar pessoal competente e com ideias modernas de forma a inovar o projecto sendo desta forma um projecto que se aproxime mais das necessidades do futuro. E por fim e não menos importante, terá que haver uma mudança na politica adoptada pela Grudarec para que responda mais rapidamente aos problemas surgidos e correspondendo assim mais eficientemente às necessidades actuais.

3 comentários:

  1. parabens....
    so axo que se devia de identificar...

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  2. Ena... O primeiro grito de revolta!!! :)
    Parabéns!!!

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  3. Que tal começar a sensibilizar as (poucas?) pessoas que se possam efectivamente interessar por um projecto a sério?

    A minha proposta ia no sentido de se começar ao contrário: construir uma página só para o GRUDEREC (acho que é assim), onde se publicasse a história e o processo de desenvolvimento desse projecto (com as ideias originais, os apoios, as dificuldades, etc.,...)

    Sendo uma sociedade, calculo que seja provida de estatutos próprios, que também devem ser do conhecimento de todos, para que a participação de todos seja plural e construtiva.

    Depois, criar fóruns de discussão de ideias, eventualmente desenvolver projectos mais abrangentes e mais atractivos - os bailes são uma espécie de "tradição", mas há que ousar alargar horizontes.

    A crítica é saudável, mas tem de ser construtiva.

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